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sábado, 13 de novembro de 2010

Poesia e Património V




FONTE DE ENCANTOS


Fonte de água limpa, pura
Tantas vezes provada…
Cântaros de barro poisados, esperando
Em composição simulada.

Mulher de rosto fingido, em fuga
À sua vida destinada…
Cântaro cheio, transbordando d’água
Torna a ausência notada.

Amores, tragédias, paixões,
Oh Fonte dotada, inspiradora
De namoro aliada,

Consegues levar mulheres
A superar a vida pasmada!
Oh Fonte nossa antepassada

Deste vida nova,
Desta vida passada!

E a água sempre cristalina, pura
Sem dar por nada…

JCDuarte /010

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Ode d'além


Travanca de Lagos 
Rústica,
Antiga e afamada,
Villa
Arcana
Nasceste
Celta
Árabe ou Romana?

De

Longe te vem
A
Glória
Oh!
Splendidíssima Travanca!

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Poesia e Património lV

MEDIEVAL

















Oh Travanca, que império!
Estás envolta em mistério.
Tanta campa edificada,
Tanta morte sacralizada!
Onde estão teus trovadores?
Eles que nos contem as tuas dores…


Tantos séculos de história,
Tragédias vividas, amor e glória.
Hoje só nos chega o teu granito,
Falta a voz do teu passado, um grito!
Oh Travanca, que inglória!
És um povo sem memória.


JC Duarte

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Poesia e Património 3

INVOCAÇÃO



















Procuro nas ruelas apertadas,
Espreito entre grades e ameias,
Toco no granito frio e apagado,
Ando pela calçada já gasta,
Polida pelo tempo e por desgraça
De figuras sofridas de preto.


Ouço vozes que vêem de longe,
Olho por entre janelas de cantaria chanfrada,
De dentro, voltam sombras do passado!
Figuras antigas, esquecidas pelo povo injustamente?
Procuro sinais do tempo que me digam,
Porque não se fala delas…


Ao longe vejo João Alvares Brandão,
Senhor da Casa de Travanca e sua mãe Catarina Vaz.
Vejo uma carroça antiga e bonita,
Puxada por um cavalo branco!
Relincha à varada no dorso e parte ensurdecedor,
Pelo outeiro repisado das ferragens.


Sento-me num marco de pedra,
Talhado já por mãos longínquas,
Tão antigo e só, que a história não o reconhece.
Foi outrora coluna da Splendidissima Civitas!
Sobre a ruína erguem-se novos frutos,
Cada pedra encaixa noutra charada.


Casas sobrepostas em becos cruzados,
Valetas centenárias por onde correm fluidos,
Os cheiros sinistros e intensos do ar.
Por detrás de uma cancela velha,
Descobre-se um pormenor interessante,
Que anuncia histórias e vidas por contar…


Oh! Mensageiro do tempo falido,
Enviado de veneráveis antepassados,
Portador de passos esquecidos!
Sossega a minha inquietação,
Revela-me os segredos perdidos…
JC Duarte

Poesia e Património 2

CASITA DAS CAMPAS



Num lugar da nossa história,
Velando campas esquecidas,
Ao fundo do lugar, em glória,
Testemunha memórias idas.


O granito do alpendre discreto,
Ao largo de quelhas pisadas,
Vigia quem passa perto
Guarda as almas abandonadas.


Num confronto não perdido,
Virado para quem passa,
Luta com um cruzeiro polido
P’lo protagonismo da praça!


E nesse confronto infinito,
Sem perder a sua graça,
Resiste ao tempo o granito
E vence ao cruzeiro a praça.
JDUARTE

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Poesia e património 1

NEGLIGÊNCIA




Uma casa abandonada para sempre…
Com memórias e tantas vidas lá passadas,
Jamais nos permite seguir essas pegadas
Perdidas neste tempo eternamente.
Mas, testemunhos mudos à espera dum momento,
Revelam-nos os segredos de antigamente.

Uma casa perdida para sempre...
Quinhentista, em granito imponente,
Sobre o largo uma escadaria decadente!
Foi em tempos senhorial e respeitada.
E tudo o que chegou foi tão pouco…
Apenas ruínas, sem legendas nem nada.


Uma casa abandonada e perdida para sempre…
Numa terra abençoada p´la sua gente!
Que faz a ponte do passado para a frente.
Como pôde não perceber o legado!
Caída para sempre duma guerra perdida,
Não esperava do seu povo gesto errado.


Foi reedificada já pouco restava,
Perdeu a alma, não ficou nada…